Desejo não é pecado

“Amor é o desejo irresistível de ser irresistivelmente desejado.” (*Robert Frost)
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Orgasticamente

Quem realmente neste mundo pode dizer que é feliz? Talvez ninguém. Felicidade no mundo material é sinônimo de prazer e não se sente prazer o tempo todo. O sofrimento está presente na vida de todos nós independentemente do quão sejamos “bem sucedidos”. Porque não existe dinheiro no mundo que consiga nos precaver de todas formas de sofrimento que existem ou de eliminar os aspectos mais insuportáveis da nossa existência. Do outro lado, resta aos desafortunados pensar que são felizes simplesmente porque sobrevivem ao pior.
A maior fonte de prazer do ser humano é o desejo sexual. E o maior prazer que o ser humano experimenta é o orgasmo. Como a sexualidade foi despertada de forma imprópria na espécie humana, normalmente com as práticas masturbatórias, muitos componentes de ansiedade e de rapidez da experiência orgástica prevaleceram, condicionando a experiência de orgasmo a situações antagônicas de medo, ansiedade e insegurança. Os fatores psicológicos foram determinantes em muitas situações, desqualificando a descoberta do prazer sexual, situando-a como algo sujo, proibido, prevaricado, indigno; feito nos porões escuros e subterrâneos da alma, sem que ninguém possa saber, como um ato de isolamento e de pecado.

Jamais uma pessoa que se sinta feliz desejou mal a alguém. Assim, cada vez que alguém se descobre e percorre o caminho dos seus sonhos, o mundo se torna mais bonito e mais solidário.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Eu gozo


Eu gozo, não só pela satisfação ou pelo alívio, mas principalmente pelo contato físico. Eu gozo, não só por causa do prazer, mas sim pela sensação de plenitude que o exercício da sexualidade me causa. Eu gozo principalmente por causa da troca de energia, pela aliança e enlace dos corpos e pelo estabelecimento de uma relação independente de sua duração, mas com certeza por causa da atração e pela afinidade.
Eu gozo pelo charme e a sedução do antes. Eu gozo pela sublimação do domínio e da dominação do durante. Eu gozo pelo equilíbrio e a paz do depois, em que se tem a nítida sensação de que o sofrimento e a inquietude estão finalmente ausentes. Eu gozo porque quero me sentir misturado com a minha parceira.Tanto que nos confundimos um com o outro antes de se levantar da cama.Como se aqueles momentos fossem durar uma eternidade.
Eu gozo, até mesmo sem sexo, sem a necessidade da penetração, um orgasmo intenso mesmo sem ejaculação, porque há regozijo sublime ao ouvir uma boa música, ao comer chocolate, ao escrever um texto, ao receber um carinho, um afago, ou ao ler um bom livro. Eu gozo só pelo fato de que um acontecimento esteja ao mesmo tempo confortando tanto meu corpo como a minha mente.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Brincadeiras Proibidas

Uma relação sexual entre duas pessoas é simples, basta que os dois tenham vontade e desejo suficiente que ela naturalmente se consuma, agora sexo, sexo é complexo. Não que ele seja complicado, mas as aventuras do corpo contêm muito mais do que só penetração, são corpos, almas, medos, significados, posições, provas, descobrimento, paixões, malícias, fetiches, tensões, delicadezas, resultados, relaxamentos, canções, submissões, saúde, dominações, ferocidade e sagacidade, carinho e caricia, orgulho, mistério maternal, leite seminal, todas as esperanças, todas as frustrações, benefícios, doações e concessões e mais um milhão de coisas. Sempre considerei que em matéria de sexo o que é verdadeiramente obsceno é a hipocrisia das pessoas e o seu falso pudor. A vulgaridade sim é algo que banaliza o desejo, mas é possível, sem traumas ou grandes repressões, ter uma sexualidade satisfatória e saudável com as “brincadeiras proibidas”.
Como aquela em que nos agarramos no banco de trás do taxi, sem mesmo se importar com o motorista, e você se abaixou fingindo que alguma coisa tinha caído no assoalho do carro,abriu meu zíper e me fez feliz por pelo menos cinco minutos. Ou aquela em que nos pegamos na sacada do seu apartamento e você, com seu instinto exibicionista, ficou peladinha mostrando seus belos seios alabastrinos, suas coxas grossas e seu bumbum empinado para todos os voyeurs dessa cidade.Ou ainda, a melhor de todas, aquela em que você em roupas muito provocantes, desfilou pelo supermercado rebolando e provocando todos os consumidores.E eu seu macho confiante, seu homem viril, seu dono e seu amante, escondido e orgulhoso, assistia o desejo deles se resumir a comê-la apenas com os olhos porque quem possui você mesmo, sou eu, sou eu, sou eu. Ah o orgasmo, porque palavra tão feia para um momento tão gostoso? Bom mesmo é chamar esse momento de êxtase de gozo!